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sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Com vitória espetacular, Gabão se garante nas quartas

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Trivela - Com uma "virada relâmpago" sobre o Marrocos, o Gabão se classificaria para as quartas de final da Copa. Mas um gol de pênalti de Houssine Kharja, aos 46 minutos do segundo tempo fez com que Marrocos respirasse por aparelhos. Tudo acabado, certo? Errado. Aos 53, Bruno Mbanangoye acertou uma cobrança de falta no ângulo e decretou a classificação dos anfitriões.


Com o resultado, os gabonenses chegam a seis pontos, mesma soma da Tunísia, mas assumem a liderança do Grupo C da competição por ter um gol a mais de saldo. As duas equipes, no entanto, estão classificadas para as quartas de final e se enfrentam nesta terça-feira para definir a primeira colocação da chave. Marrocos e Níger, eliminados, se despedem do torneio no mesmo dia.

O primeiro tempo foi bastante travado, com as duas equipes fazendo muitas faltas. O Marrocos, um pouco melhor no início, consegiu abrir o placar com Houssine Kharja, aos 25 minutos. Após o gol, os donos da casa passaram a buscar mais o ataque, mas não conseguiram criar muitas jogadas de perigo.

Após o intervalo, o Gabão partiu para o ataque, mas seguia sem conseguir furar o bloqueio marroquino, que se mostrava muito eficiente até os 32 minutos, quando Pierre Aubameyang empatou, de cabeça. Aos 34, Daniel Cousin recebeu na área e finalizou mal, mas a bola rolou mansamente e ainda bateu na trave antes de entrar. Tudo parecia definido, até o enredo contado no primeiro parágrafo se desenrolar e a festa começar no país.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Tunísia vence Marrocos no 'Classico do Magreb' e lidera Grupo C da Copa Africana de Nações

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Trivela - No "Clássico do Magreb" disputado nesta segunda-feira pela Copa da África, a Tunísia soube se segurar na marcação e levou a melhor sobre Marrocos: venceu por 2 a 1 e assumiu a segunda posição no Grupo C, atrás do Gabão, que derrotou Níger por 2 a 0 e tem maior saldo de gols.

No primeiro tempo, a Tunísia foi superior conseguiu ameaçar mais a defesa marroquina, que tinha dificuldades em controlar as investidas. O primeiro gol aconteceu aos 34 minutos, com Khaled Korbi, cobrando falta. Após o intervalo, os marroquinos pressionaram bastante, mas finalizaram muito pouco. Na chance mais clara criada, Yossouf Hadji aplicou um chapéu no defensor e, cara a cara com o goleiro, finalizou para fora.

O castigo veio aos 30 minutos. Youssef Maskni recebeu na intermediária, driblou dois adversários com muita categoria e finalizou para as redes, contando com o desvio da zaga. Quando pareceu que tudo estava definido, Houssine Kharja diminuiu para os marroquinos, que pressionaram sem sucesso em busca do empate.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Grupo C: Campeão em 1976, Marrocos tenta encerrar jejum em chave com país sede Gabão

http://www.mariosegura.com/multimedia/imagenes/futbol-internacional/Partidos_Internacionales/aubameyang.jpgAutor: Leonardo Bertozzi
Fonte: ESPN

GRUPO C

Veja a terceira parte da apresentação da Copa Africana de Nações, que começa no dia 21 de janeiro e terá cobertura completa dos canais ESPN.

GABÃO

Como se classificou: país-sede
Melhor participação: quartas-de-final em 1996
Ranking da Fifa: 77
Técnico: Gernot Rohr (alemão)

O futebol no Gabão vive um momento de euforia após a inesperada classificação da seleção sub-23 para os Jogos Olímpicos de Londres. Jogando em casa, o time principal espera repetir a surpresa e chegar longe no torneio, apesar da chave complicada.

Os gaboneses, que enfrentaram o Brasil em novembro em algo parecido com um campo de futebol, têm a espinha dorsal em times da França: o goleiro Ovono (Le Mans), os defensores Apanga (Brest) e Manga (Lorient), os meio-campistas Palun (Nice) e Poko (Bordeaux) e os atacantes Mouloungui (Nice) e Pierre-Emerick Aubameyang (foto - Saint-Etienne).

Aubameyang é o mais novo (22 anos) e mais talentoso de três irmãos formados nas categorias de base do Milan. Os mais velhos, Catilina e Willy, não conseguiram um lugar na convocação do técnico Gernot Rohr, finalista da Copa da Uefa com o Bordeaux de Zidane em 1996. O capitão Daniel Cousin já está em fim de carreira, mas ainda é visto como referência no elenco.

Repetir a melhor campanha, em 1996, quando superou a fase de grupos, já estaria de bom tamanho para o Gabão. Em 2010, a equipe não conseguiu avançar os mata-matas, mesmo depois de uma vitória sobre Camarões na estreia.

NÍGER

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Como se classificou: primeiro colocado no grupo G
Melhor participação: nunca disputou
Ranking da Fifa: 98
Técnico: Harouna Gadbe (nigerino)

O Níger foi a grande sensação das eliminatórias, vencendo um grupo que tinha África do Sul e o atual tricampeão Egito. Na última rodada, a equipe se beneficiou de uma incrível falha dos sul-africanos, que seguraram um 0 a 0 com Serra Leoa desconhecendo os critérios de desempate que os eliminavam. A vaga do Níger foi garantida com 100% de aproveitamento em casa e três derrotas como visitante.

Disputando pela primeira vez a CAN, os nigerinos sabem que o principal objetivo é não dar vexame e arrancar os pontos que forem possíveis. O principal expoente do elenco é o atacante Moussa Maazou, que já defendeu o CSKA Moscou e atualmente joga pelo Zulte-Waregem, da Bélgica. Outros jogadores que estão na Europa disputam divisões inferiores.

O experiente volante Idrissa Laouali, que atua no futebol de Burkina Faso, é o capitão da equipe. No ataque, dois jogadores representam clubes tradicionais do continente - de países rivais no grupo - Alhassane Issoufou pertence ao Raja Casablanca, do Marrocos, e Daouda Kamilou ao Sfaxien, da Tunísia.

Para ajudar a bancar a participação do Níger na competição, com custos totais estimados em 3 milhões de euros, o governo local criou um imposto sobre a telefonia celular. Cada ligação feita no país até o fim da CAN terá um custo adicional de 15 milésimos de euro.

MARROCOS

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Como se classificou: primeiro colocado no grupo D
Melhor participação: campeão em 1976
Ranking da Fifa: 60
Técnico: Eric Gerets (belga)

A seleção marroquina aparece como a principal candidata a manter a hegemonia do norte da África na CAN, que já dura quatro edições. Com um técnico experiente e vitorioso, campeão nacional em quatro países diferentes, os Leões do Atlas pintam como favoritos ao primeiro lugar no grupo, o que aumentaria as chances de evitar um confronto com Gana já nas quartas-de-final.

Gerets conta com um sistema defensivo sólido, liderado por Benatia (Udinese), um dos zagueiros mais consistentes do futebol italiano, e pelo lateral-esquerdo El Kaddouri, do Celtic. No meio, a criatividade vem de jogadores como Boussoufa (Anzhi), Kharja (Fiorentina) e Taarabt (QPR).

O ataque deposita suas esperanças em Youssouf Hadji, do Rennes, e Chamakh, que não vive seu melhor momento - pergunte a um torcedor do Arsenal -, mas tende a crescer com a camisa da seleção. Nas eliminatórias, a equipe não conseguiu marcar em metade dos jogos, mas disparou quatro contra a Argélia em um jogo fundamental para a conquista da vaga.

No papel, é uma seleção capaz de chegar no mínimo às semifinais. Vencer o clássico com a Tunísia na estreia é fundamental para evitar uma pressão maior para o segundo jogo, contra os donos da casa.

TUNÍSIA

http://www.hannover96.de/CDA/fileadmin/0910Dateien/Bilder/Spielszenen/Haggui/Nieden-300609zn2999.jpg

Como se classificou: segunda colocada no grupo K
Melhor participação: campeã em 2004
Ranking da Fifa: 60
Técnico: Sami Trabelsi (tunisiano)

A Tunísia é aquela seleção que sempre chega, mas raramente vence. A exceção foi a edição de 2004, disputada no país. O técnico Sami Trabelsi sabe bem do que se trata: teve vasta experiência como jogador, participando de três CANs (1996, 1998 e 2000) e da Copa do Mundo de 1998, na França.

Os tunisianos deram vexame em 2010, terminando em último no grupo, e por pouco não ficaram fora em 2012. Nas eliminatórias, Trabelsi assumiu no meio da campanha e a classificação só veio na última rodada, graças à vitória por 2 a 0 cima do Togo e ao tropeço de Maláui (2 a 2) contra o Chade. Os resultados deixaram o time em segundo lugar, atrás da zebra Botsuana.

A equipe que disputará a Copa Africana tem como base o campeão africano de clubes, o Espérance, que cedeu seis jogadores. Destaque para Oussama Daragi, eleito o melhor jogador em atividade no continente em 2011. Boa parcela do elenco tem experiência na Europa: Haggui (foto - Hannover), Jemal (Colônia), Jemaa (Auxerre), Allagui (Mainz) e Chermiti (Zürich) são alguns dos exemplos.

Apesar de ser, no papel, a segunda força do grupo, a irregularidade do time e o fato de enfrentar o Gabão na última rodada em um jogo que pode ser decisivo são razões para ficar com um pé atrás.

23/jan: Gabão x Níger, Marrocos x Tunísia (rodada dupla em Libreville)
27/jan: Níger x Tunísia, Gabão x Marrocos (rodada dupla em Libreville)
31/jan: Níger x Marrocos (Libreville), Gabão x Tunísia (Franceville)